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Caminho de Santiago

Estes volumes apresentam resultados parciais de 2 projetos de pesquisa realizados no seio da Rede Galabra (“Discursos, imagens e práticas culturais sobre Santiago de Compostela como meta dos Caminhos de Santiago” FFI2012-35521 e “Narrativas, usos e consumos de visitantes como aliados ou ameaças para o bem-estar da comunidade local: o caso de Santiago de Compostela” FFI2017-88196-R) que contaram com financiamento do Ministerio de Ciencia, Innovación y Universidades, a Agencia Estatal de Investigación e Fundos FEDER.

Torres Feijó, Elias José; Del Río Araújo, María Luísa; Carral Vilariño, Emilio; Rodríguez Prado, M. Felisa e Pichel Iglesias, Irene (2020) A Cidade, o Camiño e Nós. Desenvolvemento do proxecto expositivo e participación social en Santiago de Compostela. Compostela: Andavira. ISBN 978-84-123076-4-1 [PDF]

O volume tenta ao mesmo tempo dar conta e responder diversas perguntas relacionadas com as transformações experimentadas em Compostela, nas últimas décadas. Para isso, apresenta resultados da investigação realizada com base na USC.

Além disso, inclui versões em castelhano e em inglês dos dados que, através da exposição com o mesmo título de A Cidade, o Camiño e Nós, foram compartilhados com a cidadania e agora constituem um catálogo daquela exibição pública.

A Cidade, o Camiño e Nós, com resultados de investigação de projetos da Rede Galabra sediados na USC, pretende contribuir para responder diversas perguntas relacionadas com Santiago de Compostela e as suas gentes a partir de abundantes informações sobre como somos, como nos vemos, como vemos quem nos visita e como esta gente nos vê. Este volume inclui a síntese das diversas perspectivas manifestadas em oito mesas redondas de representantes cidadã(o)s que acompanharam o projeto expositivo que dá título a esta obra, junto com as motivações de um trabalho divulgativo deste tipo.

Este livro tem continuidade com o volume Visitar, Comerciar e Habitar a Cidade, aparecido nesta mesma editora.

López Pena, Zósimo; Samartim, Roberto; Bello Vázquez, Raquel; Pazos-Justo, Carlos; Iriarte Sanromán, Álvaro e Sotelo Docío, Susana (2020) Visitar, comerciar, habitar a cidade. Desenvolvemento do proxecto expositivo e participación social en Santiago de Compostela. Compostela: Andavira. ISBN 978-84-123076-9-6 [PDF]

A obra quer dar conta das três exposições temáticas que, inscritas no projeto expositivo geral A Cidade, o Caminho e Nós, serviram para transmitir à cidadania de Compostela (entre outubro de 2019 e janeiro de 2020) os principais resultados com relação às diversas visões de Santiago e às diferentes imagens e práticas de visitantes, habitantes e comerciantes de Compostela. A partir das informações declaradas por mais de 3.700 pessoas que, respondendo a diversas entrevistas, colaboraram no desenvolvimento desta investigação realizada dentro da Rede Galabra, apresentam-se aqui elementos que ajudam a identificar os impactos – quer positivos, quer negativos– dessas imagens e práticas na comunidade local compostelana. Assim, colocam-se questões de relevância para formar opinião informada sobre diversos aspetos da transformação experimentada por Santiago de Compostela nos tempos mais recentes… e para se pensar a cidade e a comunidade que queremos para o futuro.

Torres Feijó, Elias José (2019) Bem-estar comunitário e visitantes a través do caminho em Santiago. Grandes narrativas, ideias e prácticas culturais na cidade. Compostela: Andavira. ISBN 978-84-121509-7-1 [PDF]

O presente volume trata da comunidade local e da sua relação com visitantes em dimensões culturais. Foca-se no caso de Santiago de Compostela e as relações estabelecidas entre a sua comunidade e o conjunto de visitantes no quadro do predomínio do conceito e instituição Caminho de Santiago. Coesão social, identidades, espaços, consumos… perpassam o livro, onde se formulam ideias sobre o funcionamento das comunidades, como podem relacionar-se a elaboração e a transmissão de ideias sobre a cidade, através de grandes narrativas e diversos produtos culturais, com as práticas culturais de visitantes e a afetação das pessoas residentes. E alguns desafios presentes e futuros…

O autor cedeu os seus direitos em favor da associação educativa nos tempos livres Altair Galiza e da Escola Semente de Santiago de Compostela.

Relacionamento(s) Galiza – Portugal

Torres Feijó, Elias. Portugal, para quê? Seis marcos no relacionamento galego-português. Compostela: Andavira, 2019. ISBN 978-84-121509-8-8 [PDF]

Este volume recolhe seis trabalhos em que se analisam factos, acontecimentos, períodos ou processos em que o referente português – quer seja individual, quer seja coletivo – jogou um papel importante na fabricação de ideias culturais na Galiza e/ou explica a perspetiva de quem as elaborou: Camões ao longo dos séculos, um poema de Rosalia de Castro, a polémica linguística havida por causa da inscrição do Monumento aos Mártires de Carral, o século XX até 1936, os imediatos efeitos do 25 de abril de 1974 em setores galeguistas e a produção de Valentin Paz-Andrade em relação ao mundo luso/brasileiro. Usos e utilidades de Portugal como construção e prática que, a juízo do autor, permite entender dinâmicas passadas e presentes e as formas de futuro que forom imaginadas por divers@s agentes e grupos para a cultura galega e/em a sua relação com Portugal e o mundo de língua portuguesa.

Torres Feijó, Elias. Galeguismo precário e Portugal. Entre os Jogos Florais de Tui e a Academia Galega através das revistas culturais (1891-1906). Compostela: Andavira, 2019. 978-84-121445-1-2 [PDF]

Através da exaustiva compilação das publicações periódicas não diárias entre 1888 e 1907, analisam-se as dinâmicas do sistema literário regionalista galego e do português e o seu relacionamento. Nesse período, ficou dada boa parte das ideias que sobre a cultura galega irão circular nas elites culturais; e também formuladas as bases do modo de ver a língua e O Outro no seu conjunto, com argumentos e propostas em jogo de tão variado tipo e diversa intenção que mesmo podem surpreender pessoas atentas a estes processos. Tanto o período como as suas dinâmicas explicam processos posteriores e iluminam, sem exagero, boa parte da situação contemporânea em relação aos assuntos focados.