Entrevista a Elias Torres Feijó, Marisa Del Río e Emilio Carral para a revista “CompH!ostelería”, 187 (jul.- ago. 2019)

Na 187ª entrega da revista da Associação de Hotelaria Compostela – em cuja capa é destacado o trabalho de pesquisa realizado por Galabra deste modo “REPENSANDO O NOSO TURISMO | A investigación da Rede Galabra da USC dá as claves para mellorar o sector” – aparece publicada uma entrevista realizada a três das pessoas responsáveis pelo projeto expositivo A Cidade, o Caminho e Nós.

A exposição “A Cidade, o Caminho e Nós” procura transferir à cidadania uma parte dos resultados do projeto Discursos, imagens e práticas culturais sobre Santiago de Compostela como meta dos Caminhos de Santiago que, sob a liderança do grupo Galabra da USC, foi iniciado há mais de uma década, contando com uma equipa na qual participam tanto pesquisadoras internacionais como pessoas ligadas a diferentes centros da Universidade de Santiago de Compostela – nomeadamente, a Faculdade de Filologia e a Faculdade de Ciências Económicas e Empresariais, em Compostela, e a Escola Politécnica Superior de Engenharia, em Lugo, das quais fazem parte, respetivamente, Elias Torres, Marisa del Río e Emilio Carral.

Elias Torres Feijó, Marisa del Río Araújo e Emilio Carral Vilariño

 

Em entrevista a CompH!ostelería, os três responderam algumas perguntas relativas à transformação experimentada por Santiago nos últimos 30 anos – de que dá conta a seção expositiva inicial, intitulada “Compostela e os Caminhos” -, mas também a questões relacionadas com a perceção da população compostelana – cujo foco se encontra em “Como nos vemos?” – e das pessoas que visitam a cidade – mostrada em “Como nos vêem?”. Não faltam referências aos impactos e às mudanças que tanto a extensão como a intensificação do fenômeno turístico estão a produziraos quais se consagra a seção final da exposição, “Como vemos quem vem?” .

Seguindo aquilo que é proposto na exposição, relativamente a “Compostela e os Caminhos”, cabe perguntar-se: Compostela reinventada?

Quanto a “Como nos vemos?”, podemos perguntar-nos: Compostela vertebrada?

Em relação a “Como nos vêem?”, cumpre interrogar(-se): Compostela visibilizada?

Finalmente, tratando-se de “Como vemos quem vem?”, fica a interrogação:

Compostela turistificada?

 

* Na página 6, no primeiro depoimento de Elias Torres, onde se lê “Non existía nin o Camiño nin gañar o Xubileo”,  deve ler-se “Non existía o Camiño; o que existía era gañar o Xubileo”.